sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Investimentos da Biotecnologia no Ceará.
CEARÁ
ganhará quatro projetos

Os empreendimentos englobam as áreas de biotecnologia, a criação de um pólo de autopeças no Ceará e de Centros de Serviço de Apoio Tecnológico (Censat´s), além do Programa de Empresas de Base Tecnológica.

Em 2001, havia no país 150 incubadoras

Após mais de dois anos de espera, o Fórum de Tecnologia do Ceará reacende a esperança de ver o gover-
no estadual retirar da gaveta quatro projetos, frutos de diversas discussões entre empresas e universidades no âmbito do fórum. Ressuscitados em reunião realizada em julho entre o Comitê Gestor do Fórum de Tecnologia e o secretário de Ciência e Tecnologia, José Joaquim Cysne Neto, já se encontram em estudo de viabilidade para posterior captação de recursos estaduais, federais e junto aos fundos setoriais.
Os quatro projetos englobam as áreas de biotecnologia, a criação de um pólo de autopeças no Ceará e de Centros de Serviço de Apoio Tecnológico (Censat´s), além do Programa de Empresas de Base Tecnológica. A instalação de um programa de biotecnologia no Ceará é, segundo Vera Ilka Meireles Sales, superintendente do Instituto Euvaldo Lodi do Ceará (IEL-CE), uma resposta ao grande potencial detectado no Estado pela Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap) e lideranças empresariais.
Hoje, o Ceará possui um expressivo número de pesquisadores especialistas composto de mais de 90 doutores e vários mestres em diversas áreas da biotecnologia, com experiência internacional, atuando não só nas cinco universidades, como em um núcleo de tecnologia do Estado, dois centros de pesquisa da Embrapa e um centro de estudos de piscicultura do Dnocs.
O Programa de Biotecnologia do Estado do Ceará prevê a criação de uma rede compartilhada de laboratórios especializados, responsáveis pelo desenvolvimento científico e tecnológico da biotecnologia no Estado, para conseqüente suporte às empresas de um futuro pólo de biotecnologia. “A idéia é promover uma mudança do perfil dos setores de produção agropecuária, industrial e de serviços, absorvendo mão-de-obra qualificada e produzindo empregos no campo”, afirma Vera Ilka.
Os Centros de Serviço de Apoio Tecnológico (Censat´s) serão instituições de fomento à maior participação das pequenas empresas no processo de desenvolvimento econômico decorrente da implantação de novas indústrias. Os centros servirão como incubadoras de novas empresas, gerando emprego e renda para pequenos negócios que giram na órbita das grandes indústrias atraídas para o Ceará.
O projeto de estímulo à criação de empresas de base tecnológica objetiva incentivar sua instalação. Empresa de base tecnológica é aquela que fundamenta a atividade produtiva no desenvolvimento de novos produtos ou processos baseados na aplicação sistemática de conhecimentos científicos e tecnológicos e na utilização de técnicas consideradas inovadoras ou pioneiras.
As empresas de base tecnológica são consideradas extremamente competitivas. Em 2001 (segundo dados da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos de Tecnologias Avançadas – Anprotec), existiam 150 incubadoras em todo o país (somente três no Ceará), com 1.030 empresas residentes gerando 6.100 empregos.
 
Fonte: http://www.fiec.org.br/publicacoes/jornalfiec/edicoes/0702/default.asp?URL=5

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